Desde 1972 formando comunicadores, o FIAM-FAAM – Centro Universitário tem memórias e muito o que comemorar

Por Edilaine Heliodoro Felix – Fotos: Piero Sbragia, Black Sete, Gabriela Silva, Ingrid Guimarães e Arquivos da Instituição

Há mais de quatro décadas, em 1968, o FIAM-FAAM surgia na cidade de São Paulo. Em 18 de março de 1969, a mantenedora das Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM) incorporou a Associação Paulistana de Educação e Cultura, primeira mantenedora da Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM).

Em 1972, o FIAM passa a oferecer os cursos de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda, dando início a uma trajetória de sucesso no campus Jabaquara e posteriormente para a sede atual, no Morumbi. Em 2002, o FIAM-FAAM é credenciado como Centro Universitário. Hoje, os cursos somam 2.990 alunos – 1.220 de jornalismo e 1.770 de Publicidade e Propaganda -, e 80 professores.  E nesses 45 anos são muitas as histórias de pessoas que passaram pelos cursos, formando e sendo formados.

Na escola de comunicação desde 1975, a professora do curso de jornalismo, Ana Tereza Pinto de Oliveira, faz parte dessas memórias. Ministrando aulas de Laboratório de Redação para alunos de jornalismo de 1983, ela não consegue contabilizar quantos alunos formou. Formação que ela não acredita ser responsável: “eu não vou dizer que eu formei, pela minha mão passou… Eu nunca pensei nisso, mas seguramente uns 5 mil, 6 mil talvez. É muita gente”, diz a sorridente e mais lembrada professora da casa.

Na verdade, se nesses 34 anos apenas no curso de Jornalismo (lembrando que nos seus primeiros oito anos na instituição ela ministrou aulas para outros cursos) ela tivesse dado aula para 100 alunos – número esse bem abaixo da expectativa, uma vez que a própria professora disse que já chegou a ter 100 alunos em uma sala -, seriam mais de 40 mil alunos.

Depois de 42 anos, Ana Tereza conta que teve alunos marcantes. “Aluno que se destaca e que me ensinou a ser gente, quando o professor aprende com o aluno. Eu tive uma aluna maravilhosa que depois se tornou minha amiga, a Ingrid, e que me ensinou muito, me ensinou a ser gente.” Para ela, isso é uma motivação para seguir. “Eu não seria outra coisa, eu só seria professora”, diz Ana Tereza.

Outro ar

Para a reitora do Complexo Educacional FMU|FIAM-FAAM Sara Pedrini a comunicação respira um outro ar. “É uma informalidade que se organiza, alunos que aceitam as diferenças”, diz Sara que destaca os processos adotados pela instituição para valorização dos alunos e professores: “tendências, atualidades e uma matriz mais interdisciplinar que dê conta de competências que o profissional de comunicação precisa ter”.

A diretora da escola de Educação, Comunicação, Artes e Design, Simone Espinosa, concorda e salienta a criticidades dos alunos de jornalismo e publicidade. “A comunicação do FIAM-FAAM teve um auge, sempre foi extremamente reconhecida, sempre com excelentes profissionais, uma referência em São Paulo na formação de profissionais da comunicação e hoje vejo a escola florescendo novamente.”

A área de comunicação se transforma muito rapidamente, com novas tecnologias e nova abordagem para transmitir a informação. “É uma necessidade dos profissionais da instituição e de quem faz a gestão dos cursos, dos professores, de estarmos muito atentos às mudanças e rapidamente levarmos isso para a sala de aula. Isso é super importante, professores atualizados, vinculados ao mercado, estudiosos das mudanças, que acompanham as tendências e conseguem levar isso para a sala de aula, é isso que faz a diferença nos cursos de Jornalismo e Publicidade do FIAM-FAAM”, diz Sara.

De acordo com Simone, é preciso ter um olhar cuidadoso para a matriz curricular desses cursos, para que desde o primeiro semestre o aluno consiga enxergar que o curso está muito próximo ao mercado de trabalho.

Diferenças

Ter um núcleo de estudo, o primeiro da instituição, que discute a temática étnico-racial também é um dos destaques destes 45 anos. Segundo Simone, o professor precisa lidar com essa diferença em sala de aula e essa é uma característica também importante no FIAM-FAAM. “Enxergo no corpo docente, quase que uma cultura, essa flexibilidade em lidar com as diferenças, o respeito.”

Formada em jornalismo no FIAM-FAAM no ano 2000, Joyce Ribeiro fala sobre a necessidade de trabalhar com essas diferenças. Ela recorda que, sempre quis fazer telejornalismo e sem referências de professores, colegas negros, as referências eram Gloria Maria, Zileide Silva, Dulcineia Novaes, três jornalistas da mesma emissora  de TV. “Mas eu perguntava: e as outras? A gente não via, não conhecia. A gente precisa ter em que se espelhar. É difícil a gente vislumbrar sem saber como fizeram antes”, diz.

Joyce iniciou a carreira de jornalista como estagiária na televisão da LBV (Legião da Boa Vontade) e ali ela aprendeu o passo a passo de jornalismo televisivo, atuou como produtora, pauteira e começou a fazer apresentação. “Não tem nada fácil na vida. Qualquer caminho seria bem complicado. Para mulher é complicado, para mulher negra é mais complicado ainda.”

Com lembranças carinhosas da época do curso de jornalismo, no final dos anos 1990, Joyce recorda de nomes de professores – alguns que ainda estão na instituição -, e dos avanços no mercado de trabalho, que hoje tem alguns profissionais negros em frente a câmera, mas que ainda é infinitamente reduzido e não expressa nada da nossa sociedade.

“As coisas vão acontecendo muito lentamente, mas é bom pensar que as gerações futuras vão enxergar novos profissionais negros na televisão. Eu acredito que nós teremos mais força. Eu posso chegar lá e dar um passo a mais. Espero que minhas filhas, não sei que área vão seguir, mas que tenham um outro cenário, que comecem de um outro ponto, porque outros arriscaram e esse é o grande ganho da nossa geração.”

Para o coordenador do curso de Jornalismo do FIAM-FAAM, Vicente Darde, esses 45 anos demonstram que antes de mais nada essa instituição forma bons profissionais para o mercado de trabalho. E, segundo ele quando falamos em bons profissionais, não estamos apenas falando daqueles com competências e habilidades para o mercado, com todas as técnicas, mas sim profissionais que tenham senso critico e ético que é preponderante para o mercado jornalístico.

De acordo com Vicente, o curso de jornalismo sempre pensou na formação do aluno, alinhados ao mercado e também em cumprir com as diretrizes curriculares – documento que baliza o ensino de jornalismo no Brasil -, que traz necessidades indispensáveis para a nova formação.

“Pesquisa da rede Laureate mostra que a cada 10 alunos, sete estão empregados em sua área de atuação. Esse dado é relevante para termos um retorno do trabalho feito, principalmente quando os egressos contam a credibilidade do FIAM-FAAM para o mercado e isso demonstra que estamos no caminho certo, fazendo um bom trabalho nos últimos 45 anos.”

Sem nem imaginar uma carreira acadêmica, ao se formar em jornalismo no FIAM-FAAM, em 1985, Marcos Nunes, o Marquinhos, jornalista e professor de Radiojornalismo é docente da casa desde 2001. “Ao sair do FIAM-FAAM eu já estava no mercado de trabalho e não vislumbrava qualquer perspectiva de ser professor. Foram 23 anos atuando como jornalista em rádio, nas rádios Jovem Pan e Bandeirantes.”

Ele conta que, em janeiro de 2001, trabalhava na rádio Bandeirantes e o Antonio Freitas (jornalista da Jovem Pan e professor do FIAM-FAAM) telefonou para ele pedindo parceria em umas aulas de rádio que ele ministrava. Ele recusou o convite, pois não imaginava uma carreira docente.  No entanto, Freitas já havia falado com a coordenação e Marquinhos decidiu ir conversar com a coordenadora do curso de Jornalismo da época. “Entrei no prédio, lembrei da minha época de aluno, senti saudades, carinho, mas ainda não acreditava nessa carreira”, conta rindo Marquinhos, que desde então é professor de Radiojornalismo.

A carreira de docente começou a fazer cada vez mais sentido para Marquinhos e ele, em 2003, deixou a rádio e começou a se dedicar exclusivamente à vida acadêmica.  “Ver o aluno no mercado de trabalho, se destacando e mostrando que não é só o profissionalismo, mas também, o caráter sendo mantido desde a época acadêmica, me deixa muito orgulhoso”, diz.

Paixão

Cássia Ferreira entrou no curso de PP do FIAM-FAAM no ano de 1973. Aluna da segunda turma, formada em 1976, ela nunca deixou o mercado de trabalho. “Comecei como assistente de marketing de uma grande construtora na época e aí começou toda a minha carreira na área atendimento publicitário. Em 1987 eu fui convidada pelo coordenador, que tinha sido meu professor aqui, aceitei e fui dar aula de pesquisa de mercado”, lembra Cássia, que ficou apenas um ano na docência, depois que recebeu uma proposta para voltar ao mercado publicitário.

“Mas em 1996 voltei e estou aqui até hoje. São 22 anos. São 22 anos de muita parceria, convivência com profissionais e colegas de grande competência e generosidade fazendo com que eu evoluísse muito como pessoa, como profissional. As lembranças que eu tenho são muitas”, recorda Cássia, que durante esses anos, foi professora nos cursos de Administração, Moda e Publicidade de Propaganda – no qual ficou a maior parte do tempo. “Nesse período aqui, fiz muitas amizades, tenho muitos amigos, só lembranças boas.”

Nesses 22 anos, ela destaca 15 anos como professora orientadora de trabalhos de conclusão de curso (TCC) de publicidade e propaganda, o qual destaca ser uma fase de convivência intensa com alunos e também repleta de emoção, “uma mistura de felicidade e tristeza, orgulho, despedida, mas uma certeza de dever cumprido e de ter feito o melhor possível nessa parte da história de cada um dos nossos alunos que é tão importante.”

Etapa essa que mesmo após concluída dá a ela uma imensa recompensa. “Eu vejo eles hoje no mercado de trabalho felizes, fazendo sucesso e essa é a maior gratificação que eu como professora posso ter, de ver a colaboração, empenho, dedicação e os frutos que tudo isso dá. Fico muito feliz com isso e por essa profissão poder me dar esse retorno.”

Outro apaixonado é o publicitário e professor de criação do curso de PP, Ricardo Correia. “Eu tenho uma paixão muito grande pelo FIAM-FAAM. Eu construí minha vida aqui e eu não saí da faculdade. Eu estou aqui desde 1995, quando entrei na faculdade de PP como aluno, e depois como professor”, conta o detalhista nas lembranças. Ricardo começou a trabalhar no FIAM-FAAM em 11 de março de 1997. A função? Dar suporte para a professora Ana Tereza nos laboratórios de informática – que eram três, pois o restante ainda eram máquinas de escrever.

Formado em 1998, no ano 2000, o coordenador do curso perguntou se Ricardo gostaria de ser professor. Interessado na proposta ele começou a ser professor adjunto, auxiliando o professor titular. “O professor que eu fui auxiliar era o filho do Maurício de Souza, o Mauricio Spada (falecido em 2016), na disciplina de criação”, diz.

Correia diz que nunca imaginou esse caminho, que seria professor e que teria hoje tamanha paixão pela docência, “que virou amor e ficou sério”, brinca. Ele recorda de muitos nomes de professores que deram aula para ele, que continuam na faculdade e hoje são seus colegas. “José Alves Trigo e Cássia Ferreira são alguns. Quando me tornei professor precisei conquistar meu espaço, mudar a visão de que não é mais aluno e que agora são colegas de trabalho.”

Um apaixonado pelo impresso, que aprendeu o que a tecnologia pode fazer para melhorar o trabalho da publicidade. Sempre atuando como freelance no mercado publicitário, Correia permanentemente está preocupado em trazer para os alunos as tendências e os avanços que, principalmente, a tecnologia traz para o mercado publicitário.

“Devemos ser livres e respeitar o outro. Quem trabalha com comunicação, não pode ter preconceito. A sociedade brasileira é muito preconceituosa, mas o preconceito não cabe na publicidade”, diz o professor de criação publicitário e umbandista.

Para o coordenador do curso de Publicidade e Propaganda, Edson Dias, é muito positivo ver no quadro de professores da casa docentes formados na instituição, que foram para o mercado e que voltaram para fazer essa troca. “Conheço grandes profissionais de outras instituições que passaram por aqui e outros que são referência no mercado publicitário que foram alunos daqui, sabemos que o FIAM-FAAM tem um peso no mercado, isso pela qualidade do curso, pelo trabalho durante esses 45 anos, e dos profissionais formados aqui e que se destacam.”

Edson está na coordenação de PP desde março de 2017 e, segundo ele, o grande diferencial do curso são os trabalhos integrados, que têm o objetivo de aproximar os alunos da prática profissional. “Os trabalhos interdisciplinares permitem ao aluno treinar esses processos e se preparar para o mercado de trabalho.”

Dois lados

Professora há 16 anos, formada em Publicidade e Propaganda em 1996, Tereza Imperiale foi aluna, professora e atualmente é docente e assistente de coordenação. “Eu fui aluna e iniciei minha carreira na casa quando a instituição era administrada de forma familiar, passei pelo período da criação de muitas faculdades de comunicação, a pulverização e entrei para a coordenação com a chegada da Rede Laureate, numa gestão mais global.”

Segundo Tereza, ter sido aluna, professora e assistente de coordenação ajuda a entender o processo de restruturação da escola e do curso, de valorização do profissional nessa nova administração.  E neste processo de reestruturação, ela destaca a importância do Nera: “estamos passando por um processo de mudança, de posicionamento, coisas que antigamente não eram tratadas, que não era dada a devida importância. Hoje, a partir do momento que teve o núcleo, já faz tão parte que parece que ele sempre existiu.”

Paulo Sampaio, professor de PP destaca as mudanças percebidas nos 14 anos de casa. “Eu acho que o ensino se profissionalizou mais, hoje tem iniciação científica, uma metodologia mais bem elaborada, tem grupos de estudo, como o Nera, oficinas para o aluno complementar o curso, muitas oportunidades que antigamente não eram oferecidas, além das melhorias em infraestrutura”, diz.

O campus do Morumbi também está nas memórias afetivas de Paulo. “Era muito acolhedor, eu comecei lá”, diz. Quando Paulo iniciou na docência, ele já tinha mais de 20 anos de experiência no mercado de marketing e para ele ensinar, transmitir experiência é muito gratificante. “Sempre fomos um curso muito bom, muito forte, reconhecido no mercado”, completa.

Persistência

Laise Alves, formada em Publicidade e Propaganda em 2014, também evidencia a importância de ter um núcleo para discutir a temática étnico-racial nas universidades. “Durante o período da faculdade, nós éramos 3 negros em uma sala de 45 alunos estudando PP”, diz a social media da agência Twist. Ela lembra que quando decidiu cursar a faculdade o pai dizia: “essa não é profissão para preto”.

Com lembranças de muito estudo e dedicação durante os 4 anos de curso, Laise, que sempre teve aptidões para a publicidade, naturalmente se destacava em sala de aula. “Não era só tirar a nota, era tirar a melhor nota, era sempre apresentar um bom trabalho. Representatividade conta muito, ter em quem se espelhar, o que infelizmente dentro da faculdade no meu período eu não tive. Eu não tive a referência de uma pessoa negra para seguir, mas depois que entrei no mercado descobri pessoas negras que fazem um trabalho brilhante.”

Consciente da importância da formação e das transformações do mercado da publicidade, Laise também reconhece as dificuldades de afirmação e assim como Joyce Ribeiro, no final dos anos 1990, no jornalismo, Laise identifica os percalços. “Se já é difícil para mulher e para o negro, para a mulher negra é mais difícil ainda. Mas tem aparecido ações afirmativas, de algumas agências, o mercado descobriu, finalmente, que quanto mais diversidade nas empresas melhor os resultados. Principalmente no mercado de publicidade, no qual é preciso ter várias visões para atender melhor o público. O mercado está se posicionando de uma forma de aumentar a diversidade”, diz a jovem.

“Eu vejo pessoas. Eu tenho dificuldade para definir se tal aluna era negra ou japonesa ou qual era o sobrenome. Eu sempre quis saber quem eram as pessoas.” Há 21 anos dando aula para alunos dos primeiros semestres dos cursos de publicidade e propaganda a professora Beatriz Zaragoza, a Bia, ressalta como positivo, nesses anos de docência, a diminuição da distância entre aluno e professor. “Você deixa de estar num pedestal e ele fala de um ser humano para outro ser humano.”

As emoções e alegrias de ser professora são inúmeras. Bia revive algumas, como quando foi professora de jovens que foram seus alunos no ensino e médio e de sua filha mais nova no curso de jornalismo do FIAM-FAAM. “E fui substituir um professor e era a turma da minha filha, foi uma experiência muito gostosa e eu, inclusive, entreguei o diploma para ela na formatura.”

Para ela, as alegrias dos 21 anos de FIAM-FAAM vão além das lembranças de alunos. São recordações também da solidariedade dos colegas. De colegas que foram seus alunos. “Descobrir que estava com câncer este ano e a postura dos colegas comigo foi de muito carinho, de carregar no colo, de atenção, atitudes que eu não esperava. São coisas que me deixam muito feliz, saber que estou num ambiente no qual as pessoas se preocupam com as pessoas.”

 


Mais 45?

“Já temos que produzir o futuro e nos anteciparmos. Vejo que o FIAM-FAM tem feito isso e tem apoiado a FMU, instituição irmã, mais tradicional pelos cursos, história”, diz a reitora do Complexo Educacional FMU\FIAM-FAAM, Sara Pedrini, que afirma que a instituição tem ajudado muito os professores e os estudantes a encarar os novos desafios.

Pensar no quem acontecendo, quais são as expectativas dos alunos, no perfil do egresso, do aluno que queremos formar, olhando para o mercado de trabalho e para essa movimentação que ocorre no mundo. Esses são os propósitos dos cursos de jornalismo e publicidade, de acordo com a diretora da escola de Comunicação, Educação, Artes, Designs e Moda, Simone Espinosa.

Por sua vez, o coordenador do curso de Jornalismo, Vicente Darde aponta o tripé que considera muito importante nesses 45 anos: ensino, pesquisa e extensão. “Levar o mercado para dentro das salas de aula e laboratórios, mas também pensar o mercado de uma forma crítica, de que forma podemos pensar nossas práticas e experimentações dentro da instituição.  Na pesquisa estamos incentivando a iniciação científica, a monitoria, e poder repensar as práticas jornalísticas. No mestrado profissional em jornalismo, o primeiro do sudeste do Brasil e um dos cincos do País, demonstrando uma visão positiva do jornalismo. Na extensão a proximidade com os egressos e ações com a comunidade em geral, a sociedade, ações de responsabilidade social.”

Há dois anos coordenando o curso de jornalismo, Darde destaca a reformulação da matriz curricular, as atividades para os alunos fora de sala de aula, os cursos livre de extensão, as atividades de monitoria, da rádio FIAM-FAAM. De acordo com ele um ambiente que propiciou a criação de núcleos de ensino e pesquisa, possibilitou que alunos participassem de outros cursos e projetos, como os do Sebrae, da Semana Estado de Jornalismo, do jornal O Estado de S. Paulo, parcerias com a Folha de S. Paulo, a TV Record, com profissionais debatendo o mercado de trabalho com os alunos. “São ganhos que nos últimos anos vem fazendo a diferença, porque o mercado tem exigido muito mais do aluno e ele precisa deve formação complementar e essa aproximação com o mercado.”

A criação dos núcleos de estudo também foi muito importante – principalmente o Nera e Nuge. “Tão importante que assim que eu cheguei eu percebi que deveríamos institucionalizar. O núcleo trata de temas transversais, por isso hoje já compõe os núcleos cursos de História, Secretariado, Fotografia, Design, Musicoterapia, Artes Visuais. Não tenho um levantamento numérico, mas não se fala tanto nas questões étnico-raciais e de gênero em instituições deste país como nós tratamos e falamos com nossos alunos”, diz Simone.

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