Por  Geórgia Lucia Malaquias

Onde estão os youtubers negros de pele retinta? Os youtubers negros LGBTQIA? Os youtubers negros gordos? E quanto dessas youtubers nos representa, ou será que só proporcionam visibilidade? Por que há inúmeros youtubers brancos conhecidos e os negros podem ser contados nas mãos? Se a internet é um veículo de comunicação tão alternativo e diversificado como se vende, por que o Youtube divulga mais canais brancos do que negros?

Existe uma distinta diferença entre o tratamento dado a youtubers negros e brancos. E dentro dos canais negros existe, também, uma seleção de características específicas que incentivam o Youtube a promover o desenvolvimento de determinados canais, como cor de pele, textura dos cabelos, traços étnicos, etc. Ao que tudo indica, quanto mais branco o negro for melhor seu crescimento na plataforma.

Essas foram as questões responsáveis pelo desenvolvimento do livro-reportagem Quilombo High Tech – A representatividade negra no Youtube como Trabalho de Conclusão de Curso orientado pela professora Ms Carla de Oliveira Tôzo. A proposta do livro é mostrar através de perfis e entrevistas ping-pong como cinco canais de youtubers negros sobrevivem sem a monetização e como  servem de ferramenta para que seus desenvolvedores dividam com o mundo on-line suas vivências e questões do mundo off-line.

Leave comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *.