Marcas como Makeda, Nega Rosa e Brooklyn 70 estiveram presentes e compartilharam sua trajetória com o público

Fotos e Texto Simony Maia [1]

 

Círculo de acolhimento e aumento da autoestima da mulher negra na Feira Preta Lab

 

Nos dias 18,19 e 20 de novembro, acontece na Praça das Artes em São Paulo, a Feira Preta, com início às 12h e término previsto às 22h00. A feira conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, Itaú, entre outras instituições para a sua realização, e já acontece há 17 anos, buscando dar maior impulso à cultura negra na América Latina.

Neste domingo (18), o evento contou com a participação de diversos empreendedores com foco na criação de produtos para o público negro, além de música ao vivo, área de alimentação e um público cheio de disposição para circular no local.

Através da AfroLab, é oferecido apoio aos comerciantes que estão iniciando seu negócio próprio. A carioca dona da marca Brooklyn 70, Cintia Assis, conta como a Feira Preta a ajudou no desenvolvimento de sua marca: “Eu consegui desenvolver a minha marca através de uma mentoria da Feira Preta, a maioria dos empreendedores desta feira participaram dos AfroLabs, que são experiências de desenvolvimento de suas marcas. ”, além de empreendedora, ela também é maquiadora e trouxe para revender na feira os produtos da marca Nega Rosa, que só trabalha com cosméticos para pele negra. Cintia também conta que a Brooklyn 70 procura trazer a diversidade e apresentar a mulher negra como protagonista de sua história.

A Nega Rosa é uma marca que trabalha com cosméticos para a pele negra

 

Outra marca de cosmético que também estava na Feira, é a Makeda, que trabalha com cremes para o cuidado de cabelos e peles negras. “Em determinado momento eu vi que não tinha produtos para cabelos crespos há seis anos atrás, e então, eu resolvi com algumas poucas economias, montar uma linha, com a ajuda da minha irmã que trabalha com desenvolvimento”, diz a fundadora da marca, Sheila Makeda. Atualmente elas possuem uma loja, que foi criada com materiais reciclados. De acordo com a criadora, a pele negra geralmente é mais ressecada, por isso é importante pensar em produtos com mais ativos vegetais, que proporcione mais hidratação à pele. “Geneticamente, a gente vem de um lugar que tinha muito sol e ao mesmo tempo, nosso cabelo nascia para cima e era mais volumoso para proteger a gente do sol.”, relata Sheila. Ela participa da cerimônia desde o início, e fala da importância de estar na Feira todos esses anos: “É extremamente importante, porque a gente pode ver outros empreendedores, e também vamos ao encontro com o nosso público que é o de cabelo crespo e cacheado que está aqui. ”, conclui.

Sheila Makeda, dona dos cosméticos Makeda

A ContaPraEla uma marca de calçados femininos com numerações do 39 ao 44, também participou do primeiro dia da Feira Preta. Os sapatos são feitos para mulheres e jovens de pé grande que geralmente tem dificuldade para encontrar a sua numeração. Os produtos possuem design juvenil e moderno, para agradar todas as clientes.

A loja física da ContaPraEla está localizada em Osasco

Na segunda-feira (19) e na terça-feira (20), estão programadas muitas outras atrações, como shows ao vivo, moda, empreendedorismo, entre outras atividades na 17º edição da Feira Preta.

[1] É aluna do primeiro semestre do curso de Jornalismo e monitora do NERA.

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