Discussão é um dos temas das Jornadas Políticas Institucionais de Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade, evento que ocorre até o dia 1 de fevereiro em diferentes campi do Centro Universitário FMU|FIAM-FAAM

Por Redação AICom*

Fotos: Acervo NERA

A mesa redonda da tarde de terça-feira, dia 29 de janeiro, como parte das Jornadas Políticas Institucionais de Direitos Humanos, Inclusão e Diversidade levou para uma roda de conversa o tema “Igualdade Racial e Ensino antirracista”.

Mediada pela coordenadora do Núcleo de Estudos Étnicos-Raciais (NERA) e professora do FIAM-FAAM Maria Lucia da Silva, a mesa contou a presença da doutora em educação  e professora Neide Cristina da Silva; a professora de História da FMU Maria Cecília Martinez; o advogado Robson de Oliveira e a diretora da Ação Educativa, Ednéia Gonçalves.

A Lei 10.639/03 – que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” – foi base para a fala dos palestrantes. Abrindo a conversa, Neide conta a importância de trabalhar as questões antirracistas em diferentes cursos e com alunos diversos. A professora relata que leciona em vários cursos do ensino superior e sempre consegue incluir a temática racial em suas aulas.

 

Já Maria Cecília começa a sua participação na mesa colocando para plateia ouvir o samba-enredo de 2019 da Mangueira (“História pra ninar gente grande”). A fala da professora de História foi no ritmo da música: “a história que a história não conta”.

Maria Cecília destaca que o ensino tem um papel fundamental na discussão racial para não reafirmar essa perspectiva de exclusão. Segundo ela, conhecemos, aprendemos, fragmentos da história do Brasil e “a tradição popular traz elementos excluídos da história oficial”.

Enfrentamento

Embora reconheça a importância da lei 10.639/03 para que a temática étnico-racial passe a integrar os currículos das escolas, o advogado Oliveira aponta as arestas na lei, como a necessidade de aplicar sanções em caso de não cumprimento. De acordo com ele, a efetividade da lei  possibilita “resgatar nossa história para pensar no nosso futuro”.

Os núcleos de estudo e pesquisa, como o NERA, são relevantes para debater a eficácia da lei e das temáticas raciais. “Precisamos os fortalecer para enfrentar o debate sobre o racismo”, enfatiza a mediadora do debate e professora Maria Lúcia.

 

 

 

 

 

 

 

A importância de estar pronto para o enfrentamento a partir de uma educação que valorize o aprendizado da cultura negra, numa “militância e ativismo dos afetos” é uma das apostas da diretora da Ação Educativa, Ednéia Gonçalves.

“A educação brasileira precisa estudar a cultura africana, que têm pensadores importantes e complexos. Deixar de pensar [a África] como cultura primitiva e pouco complexa. Trabalhar com a educação antirracista é preciso”, diz Ednéia.

  • Publicado originalmente pela Agência Integrada de Comunicação

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