Um guia acolhedor para migrantes

Por Alan Nascimento, Beatriz Chaves, Guilherme Fernandes, Kawan Lopes, Mauro Victor e Monique Britto

A proposta da professora Alciane Baccin, de Comunicação Multiplataforma, era de que desenvolvêssemos sites ou aplicativos de serviços e como poderíamos expandi-lo para outras plataformas e redes sociais. O grupo, composto por Alan Nascimento, Beatriz Chaves, Guilherme Fernandes, Kawan Lopes, Mauro Victor e Monique Britto iniciou um brainstorm sobre qual poderia ser o tema, sendo uma delas pessoas com deficiência. No entanto, o grupo não tinha tanto embasamento sobre o assunto, e para evitar um debate raso, a ideia foi descartada.

Decidimos o tema “migrantes”, pois Beatriz é nordestina e está em São Paulo há pouco tempo e relatou as dificuldades encontradas quando chegou. Durante a conversa, percebemos que todos do grupo têm parentes vindos de outros estados além de que todas as histórias eram similares as dela.

Foi decidido! Contaríamos as histórias de pessoas que vem de outros estados em busca de uma vida melhor em São Paulo, e se deparam com dificuldades e preconceitos. Fomos filtrando quais eram as principais dificuldades e como poderíamos ajudá-las. Logo de cara percebemos que a falta de informação para se locomover na cidade e encontrar locais de saúde, emprego, educação, moradia e até mesmo lazer, era um dos principais tópicos. Então dividimos as regiões da cidade e montamos um guia rápido com serviços públicos e privados. Mas não era suficiente porque o Google também serve como guia. Queríamos ir além, então desenvolvemos duas áreas importantes na plataforma: LGBT+ e Mulheres, pois entendemos que essa população é ainda mais vulnerável dentro da situação migratória. Criamos um guia específico para essas áreas com lugares como a delegacia da mulher e centros de acolhida para a população LGBT+. Além disso, criamos matérias para falar sobre a importância desses lugares. Elas também se estenderam para a editoria de lazer, onde destacamos espaços que carregam a questão migratória em seu DNA.

O NOME

A intenção da plataforma é ser um espaço acolhedor, não apenas um guia, mas um lugar onde migrantes possam se sentir bem-vindos em São Paulo. Pensando em elementos acolhedores, chegamos no Canguru; o animal que melhor representa essa palavra pelo fato de que ele carrega o filhote durante seus anos iniciais. Para melhor justificar a escolha dividimos o nome: CAN, do inglês “podemos” e GURU, de guia. CanGuru o seu guia acolhedor. As palavras se tornaram também as divisões da plataforma. Na aba CAN, o usuário encontra as editorias LGBT+ e Mulheres, voltadas para que possam encontrar locais mais específicos para suas necessidades. E na aba GURU, o usuário encontra o guia anteriormente descrito.

A partir de perfis nas redes sociais, podemos ter um alcance maior ao público alvo. Além de posts que levem para as matérias do site, colocamos curiosidades sobre o tema migratório, para quebrar preconceitos sobre o tema. Por fim, criamos um vídeo com amigos/parentes migrantes, para mostrar um pouco da diversidade dessa população em São Paulo. Pare um pouco e pense: Quantas pessoas que vieram de outros estados você conhece?

Para conhecer o projeto, acesse:

Site: https://cangurusp.wordpress.com

Twitter: Confira CanGuru (@CanGuru_SP): https://twitter.com/CanGuru_SP?s=08

Facebook: https://www.facebook.com/cangurusp/

Instagram: https://instagram.com/canguru_sp?utm_source=ig_profile_share&igshid=6xo2trdfrtmr

  • Alunos do sexto semestre do curso de Jornalismo.

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