Julia Cardoso Dias*

O Afro Presença nasce para diminuir as desigualdades no mercado de trabalho ao fortalecer ações voltadas à população negra. Para promover o empoderamento e a inclusão, o Afro Presença realiza um encontro virtual com poder público, setor privado e organizações nacionais e internacionais com uma agenda cheia de debates, informações e, claro, com uma vitrine de oportunidades.

Um dos destaques dessa edição é a palestra que tratou a relação dos algoritmos e racismo. O debate proporcionou uma reflexão sobre como a inteligência artificial domina várias atividades do nosso dia a dia, muitas vezes facilitando as nossas vidas, mas chamou atenção para o fato de que essa mesma inteligência artificial também pode ser racista e reforçar estereótipos discriminatórios.  

Os palestrantes deram alguns exemplos de como os algoritmos podem ter um comportamento racista, e alguns espectadores também deram depoimento. Além da discriminação com a cor da pele, a inteligência artificial também age a favor de um “padrão de beleza” definido pela sociedade galgado no preconceito. Se alguém busca por “cabelo feio” no Google, por exemplo, os primeiros resultados da busca são imagens de mulheres com cabelo cacheado ou afro.  

  • Aluna do 8º semestre do curso de Jornalismo.

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