Mariana Martin Siqueira*

Na última terça-feira (28), o Núcleo de Estudos Étnico Raciais (NERA), com a mediação da professora e coordenadora Maria Lúcia da Silva apresentou aos convidados o conceito de colorismo e o impacto do racismo na vida das pessoas de pele negra.

            Durante a abertura, a professora lembrou que o tema fez parte do primeiro debate que ocorreu no NERA há cinco anos, pois as questões do colorismo e da apropriação cultural estavam sendo um pouco mais discutidas entre as pessoas e, principalmente, dentro das Universidades.

            Para introduzir o assunto foram utilizados trechos do ensaio If the Present Looks Like the Past, What Does the Future Look Like? publicado no livro Search Of Our Mothers’ Gardens Womanist Prose da autora Alice Walker.  É nesta obra que o termo colorismo foi citado pela primeira vez em 1982, tornando-se uma referência sobre o assunto.

O colorismo, também chamado de pigmentocracia, pode ser definido como um tipo de discriminação racial que vai servir para criar, dentro de uma escala, diferentes tonalidades de pele negra. Com isso, na sociedade contemporânea, pessoas que possuem uma pigmentação maior acabam sofrendo mais discriminadas do que aquelas que possuem um tom mais claro.

            Além disso, ao contrário do racismo, que pode ser identificado através de diversas maneiras, o colorismo vai ser orientado apenas por uma via e vai ser isso que irá determinar qual será o tratamento dessas pessoas diante da sociedade, quais lugares poderão ocupar e quais diretos poderão usufruir.

            Durante o evento, além dos conceitos principais expostos pela professora, também foram compartilhadas experiências pessoais de alguns participantes em relação ao assunto e também indicações de livros como o Pequeno Manual Antirracista da autora Djamila Ribeiro.

*Aluna do 4º semestre do curso de Jornalismo.

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